Na comparação entre dois apartamentos, o primeiro número que aparece é o preço por metro quadrado. Ele ajuda, mas não basta. Dois imóveis com o mesmo valor por m² podem entregar coisas muito diferentes, e a diferença costuma estar no que a tabela não mostra. Estes sete critérios ajudam a enxergar o que está por trás do preço.
1. A planta é bem aproveitada?
Uma planta de 90 m² com corredores longos e paredes mal posicionadas oferece menos espaço útil do que uma de 80 m² bem resolvida. Faça um teste: desenhe sobre a planta os móveis que você tem ou pretende ter. Se tudo só funciona com marcenaria sob medida, o custo real do imóvel é maior do que o anunciado.
2. Qual o nível de desempenho da construção?
A NBR 15575, norma de desempenho para edificações habitacionais, define requisitos mínimos para estrutura, vedações, pisos, instalações e conforto. Ela também prevê os níveis intermediário e superior. Perguntar à construtora qual nível cada sistema atinge é uma forma objetiva de comparar empreendimentos que parecem iguais no folheto.
3. Como é o isolamento acústico?
O decorado é sempre silencioso, porque o prédio ainda não tem moradores. O desempenho acústico só aparece depois da mudança. Pergunte se há manta acústica sob o contrapiso e qual o nível de isolamento previsto entre pavimentos. É um item difícil de corrigir depois da entrega.
4. Quais acabamentos estão no memorial descritivo?
O que vale no contrato é o memorial descritivo, não o decorado. Confira marcas e linhas de porcelanato, pedras, metais e louças. Acabamentos de qualidade custam mais na compra e menos ao longo dos anos, porque adiam reformas e preservam o valor na revenda.
5. A localização sustenta valor no longo prazo?
A localização é a única característica que não pode ser mudada depois. Avalie acesso aos eixos de trabalho e escolas, serviços a uma caminhada de distância e o perfil residencial do entorno. Bairros consolidados, com pouca oferta de terrenos, tendem a manter demanda mesmo em mercados mais lentos.
6. O que diz o histórico da construtora?
Visite prédios entregues há cinco ou dez anos. Observe fachada, garagem, áreas comuns e sinais de infiltração. Converse com moradores sobre prazo de entrega e atendimento pós-obra. O estado de um edifício depois de alguns anos de uso revela mais do que qualquer apresentação.
7. Quanto vai custar manter?
Pergunte a estimativa de condomínio e o que ela cobre. Áreas comuns extensas, piscinas aquecidas e equipamentos sofisticados têm custo de operação. Um prédio bem projetado equilibra lazer e despesa mensal.
Como a Hestia aplica esses critérios
O conceito que orienta os projetos da Hestia é “mais por metro quadrado”: plantas eficientes com acabamentos como porcelanato e mármore, aplicados também nas unidades compactas. No Chronos, no bairro Seminário, as plantas vão de 75 a 146 m² e incluem ambientes automatizados para luz e clima. A empresa atua há mais de 30 anos em Curitiba, com mais de 70 empreendimentos.
O preço por metro quadrado continua sendo um bom ponto de partida. A decisão, porém, deve considerar o que cada metro entrega depois das chaves.